A autora utiliza da performance em que fica sentada por vários dias para poder gerar um impacto à cerca do contato olha a olho que tem se perdido cada vez mais ao longo dos anos. O trabalho da artista sérvia, preocupada com o que se passa entre artista e público, nos permite problematizar o que se passa entre analista e paciente, nos trazendo |à tona essa ideia de presença. A fruição sobre a obra acaba sendo muito individual e abstrata por não se enquadrar dentro do senso comum. Na minha opinião, a artista mexe exatamente num dos pontos mais sensíveis da atualidade, ao sentar e simplesmente estar ali presente. Com a virtualização das relações, as pessoas perderam um pouco da capacidade de se relacionar e isto fica evidente ao presenciar a reação de alguns expectadores na obra.
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