No texto, Flusser sugere que os objetos possuem finalidades existenciais para além da relação deles com a humanidade. A forma como o texto foi escrito e como os objetos são colocados dentro de um universo lúdico de "independência" nos leva à discussões que estão fora do nosso cotidiano, dois pontos que chamam atenção são: ao trazer a animação, os objetos tomam características humanas e uma das falas, acabam deixando transparecer uma certa prepotência ao sugerir que a forma como o ser humano se posiciona no mundo deve-se ao fato de, segundo um mito, termos nascido de um objeto(o barro), e, portanto, precisamos constantemente reafirmar nossa posição de superioridade. Ao relatar isso, o autor resgata uma forte característica humana para os personagens, a arrogância, o que os torna cada vez mais próximos de nós. Outro ponto é inversão da relação de subalternidade homem e objeto, quando as personas sugerem que na verdade o homem vive à mercê dos objetos.
A animação de Ana é interessante pela maneira que ela utiliza das imagens produzidas por outros colegas em atividades anteriores, se apropriando delas para criar um stopmotion abstrato e nem um pouco previsível. O uso das cores e dos sons é instigante e contribui para a captura do espectador, que é chamado a assistir a animação pelos tons vibrantes e que se mantém entretido pelas sonoridades que acompanham os movimentos de cada frame. No entanto, em alguns momentos, as cenas parecem estar desconectadas umas das outras, o que causa um certo incômodo, motivado, principalmente, pelo surgimento de novas imagens no vídeo que não aparentam dar uma continuidade ao que foi mostrado nele anteriormente. Ana Carolina Lages Santos: Day to Night Gabriel Batista São Paulo O stopmotion produzido por Gabriel é visualmente muito bonito e interessante. Com linhas e formas de cores vibrantes contrastando com o fundo preto e uma sequência de cenas abstrata e imprevisível, chegou-se a um resulta...

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